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Bancos cortam taxas de financiamento de imóveis para conquistar mercado

Bancos cortam taxas de financiamento de imóveis para conquistar mercado

Movimento deve acelerar ritmo da construção civil e investir em imóveis volta a ser bom negócio

Os investidores do setor imobiliário devem ficar atentos às oportunidades que surgem com as reduções de juros promovidas por vários bancos como estratégia para expansão no mercado. No dia 22 do mês corrente, o Itaú Unibanco anunciou um novo corte nas taxas de financiamento da casa própria. Para imóveis que se enquadram no Sistema de Financiamento de Habitação (SFH), os juros passaram para 8,8% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). No Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), recuaram para 9,3%.

O Itaú é mais um dos bancos que divulgaram a diminuição da taxa de juros imobiliários no primeiro semestre de 2018. Na Caixa, o primeiro recuo ocorreu em 16 de abril, após mais de ano sem alterações. A instituição diminuiu a taxa mínima do SFH, de 10,25% para 9% ao ano. Já no Banco do Brasil (BB), os juros do SFH foram reduzidos, de 9,24% para 8,99%, em 24 de abril. No Bradesco, a taxa para SFH sofreu alteração, de 9,3% para 8,85% ao ano, enquanto para SFI foi de 9,7% para 9,3%.

De acordo com a diretora do Itaú Unibanco, Cristiane Magalhães, a redução serve como estratégia para a retomada do mercado imobiliário. “Com o aumento da confiança dos consumidores, estamos percebendo uma retomada, o que é uma ótima notícia para o setor e para o país. Essa nova redução de taxas certamente contribuirá para acelerar esse movimento”, afirmou. “Viabilizar a aquisição da casa própria é uma forma excelente de estabelecer relacionamentos de longo prazo com os correntistas e com quem deseja se tornar cliente”, completou.

No Santander, o corte de taxas também faz parte da estratégia da instituição para ampliar a participação no segmento de crédito imobiliário. “Cabe ao banco ter um papel fomentador, com o estímulo à competição no mercado financeiro”, afirmou Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil.

Cristóvão Pinto de Azeredo, gerente executivo da diretoria de empréstimos, financiamentos e crédito imobiliário do BB, explicou que a instituição acompanha o movimento do mercado. “De forma geral, tem a redução da Selic pelo Banco Central, mas observamos o movimento da concorrência. Como as taxas estão bastante competitivas, reduzimos a nossa”, argumentou.

Na visão de Azeredo, neste momento, o movimento dos bancos sugere uma oportunidade para quem quer investir em imóveis. “Eu diria que, pelo ajuste das condições, é natural que isso incentive o setor, além da própria conjuntura econômica, como a questão da renda do brasileiro. Os bancos estão alinhados”, afirmou.
Segundo o presidente da Câmara Brasileira de Indústria da Construção, José Carlos Martins, a diminuição das taxas de juros imobiliários é um movimento saudável e positivo. “Estava na hora de acontecer essa redução, já que a taxa básica de juros (Selic) diminuiu”, afirmou. “Isso é muito bom para quem está pensando em comprar a casa própria. Em vez de comprar um imóvel com o preço de R$ 100 mil, com os juros mais baixos, é possível investir numa residência de maior valor, por exemplo”, explicou.

Lançamentos

Thiago Nigro, educador financeiro, destacou que, com a redução de juros, as construtoras também aceleram o ritmo de produção e lançamentos. “É uma resposta natural: taxa mais baixa, mais barato para o cliente, mais gente comprando e mais gente vendendo”, argumentou. Segundo ele, a onda de redução vem, principalmente, devido à queda na taxa básica de juros, que ocorre há algum tempo.

“A taxa de financiamento envolve outros fatores e, por isso, demora um pouco mais a responder. Mas os bancos já sabiam que a queda ocorreria. Foi só uma questão de o primeiro deles dar a partida — no caso foi o Santander — e, em seguida, os outros responderam”, observou.

Para Nigro, o mercado tenderia a baixar ainda mais a taxa de financiamento, no entanto, com a alta do dólar, a continuidade do movimento pode ser interrompida. “Isso pressiona a inflação e poderíamos ter as taxas subindo novamente. É um momento favorável para todos: para quem constrói, que vai vender fácil, para o consumidor, que vai comprar barato, e para quem tem imóvel, que vai passar a um preço bom”, enumerou.

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Bruno Santos

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